Prédio da Finatec em Brasília/DF

Finatec já atuou em mais de 8 mil projetos em 30 anos

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Assistência social, cultura, educação, pesquisa em ciência e tecnologia são atividades necessárias para o pleno desenvolvimento da sociedade. Todas interferem diretamente nas relações sociais e dependem do apoio tanto do Estado quanto de entidades que se comprometem com o mesmo propósito. Entre os principais responsáveis ​​por esses investimentos no Brasil, há 30 anos a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (finatec) se destaca. Marcada por ações que vão desde o contato planejado até a parte operacional de grandes iniciativas, a Fundação já atuou em mais de 8 mil projetos.

O compromisso social da Fundação também se estende a parcerias, com a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Federal de Brasília (IFB). No caso da primeira, desde a criação da Finatec, em 1991, por professores da própria universidade, a entidade age como um braço da instituição, que, este ano, foi classificado pelo Times Higher Education World University Rankings 2023 (THE) como a 7ª melhor federal do país.

Além da gestão de projetos, um finatec atua em ações estratégicas, como, por exemplo, nas políticas de inovação da universidade. Por isso, é impossível separar o progresso da UnB das ações da Fundação, que teve papel essencial na consolidação de grupos de pesquisa de diversas áreas, o que gerou benefícios para toda a comunidade.

O apoio à UnB também significa investimentos na formação de profissionais e criação de oportunidades para que professores e pesquisadores prospectem projetos e pesquisas.

Esse estímulo favorece que os resultados gerados dentro do ambiente acadêmico resolvam problemas do mercado. Os números também comprovam a importância dessa parceria: de 2016 para cá, a gestão administrativa e financeira da Fundação desenvolveu e executou mais de 1 mil projetos em parceria com a universidade.

Quanto ao IFB, outra importante instituição local que, desde 2018, passou a contar com incentivos que proporcionaram pesquisa científica, desenvolvimento de tecnologias alternativas e modernização de sistemas.

Diretor-presidente da Finatec, Augusto César Brasil avalia que a instituição cresceu junto com as universidades e a carteira de projetos também se expandiu. Para ele, a diversidade favorece diretamente o desenvolvimento nacional.

“Nós cumprimos o papel de gestão de recursos de pesquisas. Então quando a carteira de projetos se desenvolve é que o conhecimento agregado se torna cada vez mais importante para potencializar o desenvolvimento da ciência em diversas áreas. A diversidade é a representação do desenvolvimento social.”

Augusto César Brasil, diretor-presidente da Finatec

O diretor-presidente da Finatec, Augusto César Brasil, considera a diversidade a base do desenvolvimento científico e tecnológico

Desde 2021 à frente da Fundação, o diretor-presidente e também professor da UnB conta que um dos maiores desafios foi equilibrar a gestão durante a pandemia.

“A organização financeira desse e do cuidado de não interromper incentivos marca a minha gestão. Além disso, sempre faço questão de estreitar-se com a UnB, pois penso que só assim se pode evoluir. O potencial de gestão de projetos da Finatec se dá por causa dos cérebros da universidade”, enfatizou.

Ao todo, segundo dados arrecadados entre 2014 e 2021, a Finatec reúne mais de 197 financiadores e cinco apoios apoiados.

Um sonho de professores da UnB

Em 1991, o professor do departamento de Engenharia Mecânica da UnB Antônio Manoel percebeu a necessidade de qualificar e transferir o conhecimento gerado dentro da instituição para a sociedade.

Contudo, na época, a universidade conseguiu usufruir de recursos devido às poucas altas taxas da sobrevivência. Além disso, a dinâmica de caixa única também dificultava a captação de investimentos. Por isso, ele começou a interessar-se em montar uma instituição que apoiasse a UnB nesse sentido.

Após pesquisas e visitas à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), onde conheceu a fundação de apoio da época, Antônio Manoel juntou 11 professores e pediu orientações ao Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) para tirar aquele desejo do papel. E assim, em 13 de março de 1992, a partir de doações dos próprios docentes interessados ​​na ideia, nasceu a finatec.

Ao longo das últimas décadas, a instituição cresceu e passou a ser respeitada por pesquisadora e professores que viram nela uma maneira de seguir nos projetos e em fazer a diferença.

Por isso, um dos desejos do professor Antônio Manoel é que a Fundação seja 100% técnica, que não se envolva na parte política da universidade. Isso, segundo ele, garante que o objetivo da instituição de disponibilizar benefícios para a sociedade com eficiência e agilidade seja cumprido.

“A confiança da Fundação depende disso e sinto orgulho em acompanhar 30 anos de crescimento, percebendo a importância a nível nacional e consolidando a Finatec como referência em administração de recursos e investimentos”, afirmou o fundador, que reforça a importância de manter o foco no propósito.

Homem de braços cruzados em frente à Finatec
O professor Antônio Manoel, fundador da Finatec, sente orgulho em protagonizar os 30 anos da instituição que está sempre atenta às demandas sociais

Conheça alguns dos principais projetos apoiados pela Finatec:

  • Monitoramento, mapeamento e elaboração de sistema de alerta rápido para Covid-19 no DF via análise de SARS-CoV-2 em esgotos urbanos – capitaneado pela professora Cristina Brandão, do departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UnB, comprovou-se como o jeito mais rápido de detectar um surto da doença em uma região.
  • Conexão Mata Atlântica– esse é o bioma brasileiro que mais sofreu com os ciclos biológicos do país. O projeto foi criado em 2017 para reverter esse quadro, mitigando as ameaças à fauna e à flora e estimulando boas práticas agropecuárias.
  • Laboratório Aberto – projeto que insere estudantes de tecnologia na Indústria 4.0, auxiliando no desenvolvimento de habilidades e competências primordiais para os profissionais do futuro. Feito em parceria com a UnB e o Senai.
  • Laboratório de Cocriação – o maior laboratório de ideação do país ajuda empreendedores a transformarem suas ideias em realidade. Uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, UnB, IFB e Sebrae – DF.
  • Jornada Horizontes do Empreendedor – programa inclusivo para jovens entre 18 e 29 anos que vivem no Centro-Oeste. O projeto tem duração de um ano e ao longo do período são oferecidos cursos, oficinas, encontros e mentorias sobre empreendedorismo.
  • AlfaCrux (Nanossatélite) – iniciativa que promete lançar nanossatélite. Uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a UnB.
  • Convenio Covid-19 – programa que executa e desenvolve diversas ações voltadas para o combate da pandemia do novo coronavírus. Também é uma parceria entre a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal e a UnB.

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finatec

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Endereço: L3 Norte, Edifício Finatec, na Asa Norte – Brasília (DF)
E-mail: [email protected]
Telefone: (61) 3348-0400

Interessados ​​em apresentar projetos: https://www.finatec.org.br/servico/apoio-a-projetos/



Fonte Metropoles

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